Uma ideia inspirada nos jogos dos anos 80, muita criatividade, inteligência artificial e referências às noites de Belo Horizonte. Conheça os bastidores do JOGO DO JOB, um arcade 18+ que mistura nostalgia, tecnologia e humor brasileiro.
De um jogo de boteco a uma ideia inesperada
O que um jogo de boteco, um videogame adulto do Atari e a inteligência artificial têm em comum?
À primeira vista, absolutamente nada.
Mas foi justamente dessa mistura improvável que nasceu o JOGO DO JOB, um videogame retrô criado pela BHModels, com personagens caricatos, referências às noites de Belo Horizonte e um protagonista que definitivamente não é exemplo de bom comportamento.
A história começou quando o criador da BHModels conheceu o Botecos Game, um jogo brasileiro que estava chamando atenção no Instagram.
A proposta despertou curiosidade. Afinal, a BHModels já possuía seus próprios personagens e produtos, como a Cerveja BHModels e Lola, uma modelo digital criada com inteligência artificial.
A primeira ideia foi entrar em contato com o desenvolvedor do Botecos Game para conversar sobre a possibilidade de incluir a cerveja e a personagem Lola naquele universo.
A conversa aconteceu, mas acabou despertando uma pergunta ainda mais interessante:
Por que não criar um videogame próprio da BHModels?
A partir daí, as lembranças da infância começaram a entrar na história. E foi preciso voltar algumas décadas no tempo para encontrar as primeiras referências.
A época em que até jogar videogame adulto era escondido
Quem cresceu nos anos 80 provavelmente se lembra do Atari 2600, dos cartuchos, dos controles com um único botão e de jogos como Enduro, que conseguiam prender o jogador durante horas com gráficos extremamente simples.
Mas havia também um lado menos conhecido daquele universo: os jogos destinados ao público adulto.
Entre as lembranças estava o X-Man, um jogo erótico lançado para o Atari 2600 em 1983, famoso por sua temática controversa.
Naquela época, encontrar aquele cartucho não era tão simples. E jogar escondido fazia parte da experiência.
Décadas depois, durante as pesquisas para o projeto, outro jogo chamou a atenção: Cathouse Blues, lançado em 1982.
Apesar dos gráficos rudimentares, esses títulos apresentavam mecânicas interessantes. Cathouse Blues explorava a memória e a procura pelos locais corretos, enquanto X-Man utilizava movimentação e comandos rápidos em seus desafios.
Foi então que surgiu a ideia de combinar conceitos desses jogos antigos com novas situações, personagens brasileiros e uma ambientação completamente diferente.
A intenção não era copiar nenhum deles, mas aproveitar a simplicidade que tornava os arcades tão divertidos.
Um videogame adulto com alma de Atari, humor mineiro e a identidade da BHModels.
O conceito estava definido. Faltava descobrir como transformá-lo em um jogo de verdade.
Vibe coding: criando um videogame conversando com inteligência artificial
Se a inspiração veio dos anos 80, a tecnologia utilizada para desenvolver o JOGO DO JOB pertence a uma nova geração.
O termo vibe coding ganhou popularidade em 2025 e passou a ser associado ao desenvolvimento de programas com auxílio da inteligência artificial, usando instruções em linguagem natural.
Em outras palavras, em vez de escrever manualmente cada linha de código, uma pessoa pode explicar o que deseja, testar os resultados e orientar a IA durante o desenvolvimento.
Era exatamente essa possibilidade que tornava a experiência tão interessante.
O criador da BHModels já tinha alguma familiaridade com computadores e programação. Na época do MS-DOS, gostava de abrir arquivos de jogos em editores de texto, modificar informações e descobrir se conseguiria alterar alguma coisa.
Mas nunca havia criado um videogame.

Com ferramentas como o ChatGPT e o Codex, da OpenAI, aquela antiga curiosidade começou a se transformar em um projeto real.
O processo foi construído por etapas.
Primeiro, vieram as conversas com o ChatGPT para elaborar as ideias, definir a identidade do jogo, criar personagens, estabelecer regras e organizar as mecânicas.
Depois, o Codex entrou em cena para trabalhar na implementação técnica, transformando instruções em código e permitindo experimentar o resultado.
E não foi simplesmente pedir à inteligência artificial para criar um jogo inteiro e esperar que tudo funcionasse.
Era necessário experimentar, testar, corrigir problemas, ajustar a dificuldade, repensar decisões e, muitas vezes, voltar à prancheta.
Como o personagem se movimentaria? Qual seria o objetivo da partida? Como funcionaria o dinheiro? Quais perigos encontraria pelas ruas? O que aconteceria ao entrar no estabelecimento errado?
Cada resposta ajudava a construir uma nova parte da experiência.
A inteligência artificial participava da programação e da organização técnica, enquanto as decisões criativas, referências culturais e escolhas sobre a jogabilidade continuavam sendo conduzidas pelo criador.
O resultado começou a mostrar como o vibe coding pode permitir que pessoas que não são desenvolvedoras profissionais de games transformem suas próprias ideias em experiências jogáveis.
E foi durante esse processo que nasceu um protagonista bastante peculiar.

Surge o Velho da Lancha: um herói que ninguém pediu
Todo videogame precisa de um personagem principal.
No JOGO DO JOB, a escolha foi um arquétipo que o brasileiro conhece muito bem: o Velho da Lancha.
Um sujeito mais velho, barrigudinho, calvo, de óculos, com roupas cafonas, gosto por cerveja e uma autoconfiança muito maior do que seu bom senso.
O típico tiozão que acredita ser o rei da noite.
A ideia era criar uma caricatura exagerada, sem representar uma pessoa específica.
Um personagem capaz de transitar entre estabelecimentos populares e ambientes sofisticados, sempre com dinheiro para gastar e disposição para se meter em confusão.
O momento em que ele ganhou sua primeira representação visual acabou se tornando uma das lembranças mais engraçadas do desenvolvimento.
Ao ver aquele bonequinho pela primeira vez, seu criador começou a rir sozinho.
Até então, o projeto era basicamente uma experiência com movimentação e programação. Mas aquele personagem parecia ter vida própria.
Era a personalidade que faltava.
O Velho da Lancha também ganhou uma caminhonete, sua cerveja BHModels e uma história que vai muito além da vida noturna.
Porque ele pode até se achar o rei do pedaço, mas, quando a farra termina, ainda precisa voltar para casa e enfrentar a companheira contrariada.
Nem todo herói usa capa. Alguns só querem chegar em casa sem dormir no sofá.

Guaicurus, Savassi e as noites de Belo Horizonte em pixel art
Para criar o universo do JOGO DO JOB, não foi necessário inventar uma cidade completamente nova.
Bastou olhar para Belo Horizonte.
O mapa apresenta um bairro fictício que mistura referências à tradicional Rua Guaicurus, no Centro, e à Savassi, região conhecida por sua vida noturna e estabelecimentos mais sofisticados.
A Guaicurus faz parte da história da capital mineira, conhecida por seus prédios, hotéis e estabelecimentos de diferentes perfis. Apesar da fama, a região possui ambientes bastante distintos, de locais mais simples a outros que passaram por reformas e modernizações.
Já a Savassi representa outra atmosfera da cidade, com um detalhe especial para a história da marca: foi ali que nasceu o Clube BHModels físico, a boate que fez parte da trajetória da empresa.
Essas referências foram misturadas com lembranças pessoais, situações fictícias e muita liberdade criativa.
Não se trata de uma reprodução fiel de Belo Horizonte. O jogo apresenta uma versão bem-humorada desse universo, com ruas, prédios e estabelecimentos que parecem familiares, mas possuem identidade própria.
E, naturalmente, esse bairro precisava de seus personagens.

Seis estabelecimentos e um elenco bastante peculiar
O universo do JOGO DO JOB reúne seis personagens femininas adultas e fictícias, cada uma associada a um estabelecimento.
No Hotel Brilhoso, a atração é BrilhanTina. A Pensão Mineira apresenta Fofucha, enquanto o Scoth Bar conta com Ruivette, a ruiva descontraída da turma.
A Massagem Lua Cheia é o endereço de Fadinha, também conhecida como Mãos de Fada. Já a Casa das Primas apresenta Prima Vera.
Os nomes foram sendo criados durante as conversas de desenvolvimento, misturando referências a hotéis, pensões e estabelecimentos conhecidos da cultura noturna de Belo Horizonte com trocadilhos e muito humor.
Mas existe uma personagem que ganhou tratamento especial: Lola, a modelo digital da BHModels, foi escolhida para representar a experiência VIP dentro do Clube BHModels.
No jogo, visitar Lola custa mais caro, exige maior habilidade e oferece a possibilidade de conquistar uma pontuação superior.
E, se o jogador não conseguir superar o desafio, recebe uma mensagem exclusiva:
“A LOLA É MUITA AREIA PRO SEU CAMINHÃOZINHO!”
É bom lembrar que estamos falando de um jogo onde até a rejeição vem acompanhada de uma piada.
PPK: das NFTs da BHModels para a carteira do videogame
Outro elemento que ganhou identidade própria foi o dinheiro utilizado nas partidas.
Em vez de dólares, reais ou moedas genéricas, o JOGO DO JOB utiliza uma moeda virtual fictícia chamada PPK.
O nome não surgiu por acaso.
Ele faz referência ao PPK Models Club, projeto de NFTs criado pela BHModels, que apresentou uma coleção de 10.069 personagens colecionáveis digitais em pixel art, inspiradas no universo adulto da marca.
Os NFTs, ou tokens não fungíveis, são registros digitais únicos que podem representar itens colecionáveis em blockchain.
O projeto PPK Models Club já fazia parte das experiências da BHModels com tecnologia, arte digital e Web3.
No JOGO DO JOB, essa identidade encontrou uma nova utilização: virou o dinheiro que o protagonista precisa administrar durante suas aventuras.
A moeda PPK do videogame é exclusivamente fictícia, sem valor financeiro real, transações em criptomoedas ou integração com NFTs.
É mais uma referência divertida a um projeto que já fazia parte da história da marca.
Quer conhecer a origem? Leia também: Como criar uma carteira de criptomoedas e conhecer os NFTs PPK Models Club.
Seis lugares, quatro encontros e um velho sem juízo
A mecânica principal do jogo segue a filosofia dos antigos arcades: fácil de entender, mas desafiadora na prática.
No começo de cada partida, quatro das seis personagens entram aleatoriamente em diferentes estabelecimentos.
O jogador precisa observar a movimentação, memorizar os locais corretos e conduzir o Velho da Lancha pelo mapa.
Para realizar as visitas, o protagonista precisa utilizar suas PPK, sacadas em um caixa eletrônico.
Mas andar pelas ruas com dinheiro na carteira não é exatamente uma atividade tranquila.
Um trombadinha pode se interessar pelo saldo do velho e sair em sua perseguição.
Já um assaltante representa um perigo ainda maior, podendo roubar dinheiro e retirar uma das três vidas do protagonista.
E não adianta entrar em qualquer estabelecimento.
Escolher a porta errada pode resultar em prejuízo, perda de tempo e uma situação bastante desagradável.
Dentro dos locais corretos, o jogador enfrenta outro tipo de desafio.
É necessário alternar rapidamente os comandos de esquerda e direita para preencher o Clímax Meter, um medidor de desempenho inspirado na ação frenética dos videogames adultos antigos.
A proposta utiliza humor sugestivo e estética retrô, sem depender de cenas graficamente explícitas.
Para completar a experiência, o jogo possui dois níveis de dificuldade: EASY e HARD.
O objetivo é concluir as quatro visitas corretas e sobreviver à noite.
Se conseguir, o Velho da Lancha pode se considerar o rei do job.
Se perder todas as vidas, a festa termina. E ainda sobra a bronca em casa.
E aí, consegue sobreviver a uma noite no JOGO DO JOB?
Memorize os lugares, proteja suas PPK e ajude o Velho da Lancha a completar os quatro encontros.
Jogo online • Para maiores de 18 anos
Do Atari aos gráficos 8 bits, com uma pitada de 16 bits
A evolução visual também foi parte importante do desenvolvimento.
No começo, o objetivo era criar algo muito simples, próximo dos jogos de Atari.
Com o avanço das ideias, a direção artística passou a explorar uma estética de pixel art 8 bits, com personagens mais expressivos, edifícios reconhecíveis e elementos inspirados nos videogames clássicos.
As referências para os ambientes internos também passaram a explorar uma aparência mais elaborada, lembrando o charme visual dos jogos de 16 bits.
O desafio era encontrar um equilíbrio: deixar tudo mais bonito e divertido sem transformar um arcade simples em um projeto excessivamente complexo.
Afinal, o JOGO DO JOB foi pensado para funcionar diretamente no navegador, tanto em computadores quanto em celulares, com controles adaptados para cada dispositivo.
A nostalgia precisava estar presente não apenas na aparência, mas também na maneira de jogar.
A primeira plateia: um irmão, três amigos e muitas risadas
Depois de diversas experiências, testes e ajustes, chegou um momento importante: mostrar o jogo funcionando para outras pessoas.
A primeira foi o irmão do criador.
A escolha teve um significado especial. Afinal, os dois cresceram conhecendo os videogames daquela época e compartilhavam referências do Atari.
Ao ver o jogo funcionando, a reação foi de surpresa, reconhecimento e muitas risadas.
Depois, uma versão preliminar foi compartilhada com três amigos.
Eles experimentaram o jogo, fizeram brincadeiras com o protagonista e deram sugestões sobre detalhes que poderiam melhorar.
Era um tipo de retorno importante.
O JOGO DO JOB começava a divertir pessoas que não haviam participado das conversas, das decisões e dos testes que deram origem ao projeto.
Aquelas risadas mostravam que a proposta estava chegando aonde deveria.
Uma ideia maluca que virou videogame
Existe também um significado pessoal por trás do projeto.
Para quem está sempre imaginando novos negócios, produtos e experiências, transformar uma ideia em algo concreto pode ser tão gratificante quanto o resultado final.
O JOGO DO JOB nasceu de uma curiosidade, cresceu com lembranças de infância e ganhou forma graças a ferramentas de inteligência artificial que tornaram o desenvolvimento mais acessível.
Também se tornou uma nova maneira de apresentar o universo criativo da BHModels, que vai além do seu portal e reúne iniciativas como a Cerveja BHModels, o Clube BHModels, as NFTs PPK Models Club e o BHModels Racing.
Mas a intenção nunca foi criar um comercial disfarçado de videogame.
O objetivo é muito mais simples: fazer as pessoas jogarem, lembrarem dos tempos do Atari e, principalmente, darem boas risadas.
As primeiras experiências com amigos mostraram que a combinação de nostalgia, tecnologia e humor brasileiro tem potencial para conquistar jogadores.
E agora a expectativa é descobrir como um público maior vai reagir às aventuras do Velho da Lancha.
Porque, no fim das contas, o JOGO DO JOB também conta uma história sobre criatividade.
Uma ideia que começou com um jogo de boteco, passou por lembranças de cartuchos jogados escondido e terminou transformada em um videogame desenvolvido com inteligência artificial.
Quem diria que aquele Atari dos anos 80 ainda renderia tanta confusão em 2026?
E o Velho da Lancha?
Ele só queria aproveitar a noite.
Mas agora tem um monte de gente controlando a vida dele.
A história você já conhece. Agora é sua vez de jogar!
Entre no universo do JOGO DO JOB e descubra se o Velho da Lancha vai terminar a noite como rei ou dormir no sofá.
Gratuito • Exclusivo para maiores de 18 anos
Quer acompanhar as novidades, personagens e bastidores? Siga o @jogodojob no Instagram.
JOGO DO JOB | Um jogo BHModels • Exclusivo para maiores de 18 anos







